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Ninguém Merece COMENTANDO A REFORMA POLÍTICA IV
Kátia Hidalgo Daia Cidadã Bertioguense 21/05/2007 O 4º Eixo da proposta de reforma política é: “A democratização da comunicação e da informação, por meio de um sistema público de comunicação, do fortalecimento da comunicação comunitária e da instituição de mecanismos de controle público sobre os meios de comunicação.” O quarto ponto da proposta é um dos menos abordados e comentados por onde navegamos, mas ao contrário do que possamos imaginar, a sua relevância é tão, ou até quem sabe maior que os demais. Hoje temos plena consciência que quem tem mais informação automaticamente tem mais poder. E sabemos também como somos manipulados e enganados pela mídia, que da forma como é feita em nosso país, está toda nas mãos de algum político. Principalmente as rádios e Tvs, porque dependem de concessão do governo. Os jornais e revistas não escapam também porque acabam reféns do poder econômico. O que acaba com a sua independência, geralmente apregoada, mas que na prática não existe 100% em nenhum lugar. Nas pequenas cidades, então, o quadro é mais grave, pois é normal encontrar toda a mídia a serviço do poder executivo, legislativo, ou ambos. No início desse mês li uma matéria na revista veja que abordava a pesquisa do MEC sobre a qualidade do ensino, revelando que 9 dos 10 campeões de ensino são paulistas. A seguir dizia que o fato surpreendeu porque na Prova Brasil, outro medidor do MEC para aferir a qualidade do ensino nas escolas, não constava uma única paulistana na lista das melhores. Detalhe: o resultado da Prova Brasil foi divulgado antes das eleições presidenciais e foi um prato cheio para os ataques de Lula ao ex-governador de São Paulo. Ou seja, divulgam o que bem entendem, distorcem, mentem descaradamente, e mais uma vez nos fazem de otários. Fica cada vez mais difícil acreditar naquilo que vemos, lemos ou ouvimos pelos meios de comunicação hoje existentes. Há de se fazer uma importante distinção entre “sistema público de comunicação” e “sistema estatal”. O sistema público de comunicação deve ser composto de emissoras públicas e de vocação pública, tais como comunitárias e universitárias, com direitos e deveres em relação à gestão, financiamento e programação próprios, diferenciados das emissoras legislativas, dos governos e do judiciário, que embora de interesse público, deverão ser submetidas a outras regras e modelos de funcionamento peculiares ao seguimento do sistema estatal. Dentro desse enfoque o sistema público de comunicação deve seguir os seguintes princípios: a afirmação da comunicação como um direito humano central para a consolidação de uma sociedade democrática; o direito a informação plural, diversa, independente e que contemple as diferentes características regionais; o direito à liberdade de expressão e sua realização por todo cidadão através da comunicação em massa; a primazia do interesse público em vez dos fins comerciais; a independência de gestão em relação aos governos e ao mercado; a participação popular na gestão do sistema e das emissoras; contribuição ao acesso à cultura e formação crítica; entre outros. Conheça mais acessando: http://www.intervozes.org.br/resumodocintervozes___070507_rev.pdf Na próxima semana comentaremos o 5º e último eixo da reforma! Até lá! Reforma ampla total e irrestrita já!!! (Educação, política, judiciária, econômica) Fim da reeleição já!!!! VISITE MEU OUTRO BLOG: www.momentosdereflexao.zip.net Escrito por Escrito por Kátia às 21h36 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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