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Ninguém Merece COMENTANDO A REFORMA POLÍTICA III Kátia Hidalgo Daia Cidadã Bertioguense 14/05/2007 O 3º Eixo da proposta de reforma política é: “O aperfeiçoamento da democracia representativa, por meio do financiamento público exclusivo de campanhas; fidelidade partidária; voto de legenda em listas partidárias pré-ordenadas; e a criação das federações partidárias, em substituição às atuais coligações. Além do fim da reeleição para os cargos executivos, com ampliação dos mandatos; o limite dos mandatos legislativos a dois consecutivos; e a manutenção dos partidos exclusivamente pela contribuição dos filiados e pelo fundo partidário.” Esse terceiro ponto, ao meu modo de ver, é de extrema importância para uma real transformação da política nacional. Toca em pontos nevrálgicos, além de conter uma das bandeiras defendidas por mim e reafirmada em todos os finais dos meus posts: “o fim da reeleição.” Por conter diversos pontos, vou abordar os que considero principais: 1- Financiamento público de campanhas: A grande maioria das pessoas ainda não se deram conta do que há por trás dos fundos de campanha e não tem idéia das terríveis conseqüências que essa praga proporciona à Nação de um modo geral. Para entender bem essa terrível engrenagem vamos imaginar que você resolve candidatar-se a Deputado(a) Federal, por exemplo. É claro que o raciocínio também cabe para qualquer outro cargo, seja no legislativo ou no executivo. Você tem noção de quanto precisaria gastar nessa campanha? Bem para começar você terá que viajar por todo o seu estado, bancar toda a estrutura da divulgação de seu nome em cada município através de faixas, impressos, carros de som, palanques, etc...Provavelmente terá que contratar uma agência de publicidade e produtora de TV e por aí vai. Agora façamos algumas perguntas: Você teria dinheiro, seu, suficiente para bancar todas essas despesas? Aliado ao fato de que não teria nenhuma garantia de obter sucesso. Será que algum parente ou amigo disponibilizaria esse montante para doar à você? Creio que não, a menos que fossem podres de ricos e um tanto malucos. Será, então que você tomaria algum empréstimo em banco? Com certeza não, pois para uma soma tão alta as garantias exigidas seriam proibitivas, além dos juros exorbitantes. Diante desse raciocínio, como é possível existirem candidatos que em todas as eleições estão fazendo campanhas milionárias, aparecendo em super produções na TV, com inúmeros carros de som espalhados pela cidade, contratando trios elétricos, espalhando os chamados “santinhos” em todos os cantos, e tudo o mais que estamos carecas de ver? Qual será a fórmula mágica para conseguirem todo esse dinheiro? Eu revelo o segredo agora! Chama-se “Fundo de campanha”! Mas como funciona isso? Não sou o super “M”, mas vou revelar essa mágica. Acontece assim: Os candidatos procuram grandes empresas, fazendeiros, latifundiários, traficantes de drogas e todas as pessoas que eles sabem que têm muito dinheiro em sua região de atuação e pedem a "generosa ajuda", sempre prometendo alguma coisa, algum retorno assim que eleitos, é claro. continua abaixo... Escrito por Escrito por Kátia às 23h12 [ ] [ envie esta mensagem ] Vou dar apenas um exemplo para clarear mais ainda a situação: O candidato ao procurar esse pessoal de grana propõe: "Você me dá 300 mil reais e não se incomode, que vamos fazer um monte de manobras para a sua empresa vender para os órgãos públicos, durante todos os anos do meu mandato quando você faturará cem vezes mais que isto”. Pronto tá formado o “Fundo de campanha”. Ou seja, os poderosos só adiantam a grana porque no final, nós é que vamos pagar a conta dessas campanhas milionárias, porque sairá dos cofres públicos através de superfaturamentos de obras e outras formas de desvios do dinheiro dos nossos impostos. Portanto o financiamento público acabará legalizando e disciplinando o que já é feito de uma forma irregular e inescrupulosa. 2- Fidelidade partidária: acabará de vez com as legendas de aluguel. E quem sabe propiciaria uma identidade partidária que praticamente inexiste atualmente. 3- Fim da reeleição: Algum tempo atrás confesso que não acreditava que era uma coisa relevante o fim da reeleição, pois pensava assim: “Se um candidato foi bom ele deve ter o direito de ser reeleito.”. Um raciocínio simplista demais, vejo hoje. Estudos já demonstraram que o segundo mandato é sempre pior que o primeiro, por mais que alguém faça, nunca conseguirá atender a todos os setores igualmente, pois é comum no ser humano sempre ter uma tendência para algum determinado seguimento em detrimento de outro, bem como ocorrer a diminuição daquele entusiasmo inicial. Por isso é importante a troca para a manutenção do equilíbrio entre os seguimentos. Além do fato de que os cargos políticos não devem ser encarados como profissão, mas sim como uma prestação de serviço público, ou seja, uma doação de um período de sua vida em prol da sociedade com igual oportunidade para todo cidadão dar sua contribuição. E isso vale tanto para o poder executivo quanto para o legislativo. Reforma ampla total e irrestrita já!!! (Educação, política, judiciária, econômica) Fim da reeleição já!!!! VISITE MEU OUTRO BLOG: www.momentosdereflexao.zip.net Escrito por Escrito por Kátia às 23h11 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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