|
Ninguém Merece Texto da semana Sobre os comentários do post anterior Kátia Hidalgo Daia Cidadã Bertioguense 23/11/2006 Comunicação às vezes é uma coisa complicada. Certa vez ouvi uma frase que fez todo o sentido para mim: “Comunicação não é o que falamos, mas sim o que o outro entende.” Me lembrei dela quando li alguns comentários no meu post anterior, e resolvi postar nessa semana sobre isso. Ao ler alguns deles fiquei com a sensação que não consegui me comunicar direito, pois deu a impressão que eu coloquei a culpa toda na classe política, ou no sistema político, quando na verdade quis colocar a responsabilidade em cada um de nós. Confesso que não li “Viva o povo brasileiro” de João Ubaldo (fiquei curiosa e pretendo lê-lo), mas li um texto dele que recebi por email chamado “Precisa-se de matéria prima para construir um país.” E com o qual concordo inteiramente (quem não conhecer e se interessar me passe o email que eu mando). Imagino que o livro tenha essa mesma linha de raciocínio. Não defendo também que o trabalho voluntário substitua aquele que deve ser obrigação do Estado, nem que ser voluntário é sempre fácil e livre de problemas como qualquer outro trabalho remunerado. Pelo contrário, talvez ele até apresente mais desafios ainda, e como não há remuneração deve encontrar motivação extra na boa vontade interior e numa forte convicção pessoal para lidar com pessoas, até mesmo dentro dos movimentos, que ao contrário do que deveríamos esperar desestimulam quando deveriam estimular. E ainda conscientizar o voluntário que ele não pode ir quando quiser ou puder, só porque é voluntário. Parece óbvio dizer isso, mas a maioria das pessoas realmente não tem noção disso. Por experiência própria sei disso, porque quando convido ou até mesmo quando alguém se oferece para ajudar nosso trabalho da Pastoral da Criança, frequentemente ouço as desculpas mais “bobas” pelas faltas das mesmas – “Choveu”, “recebi uma visita”, “tive um churrasco” – Será que elas diriam isso ao seu patrão? Coloquei uma passagem bíblica, correndo o risco de me acharem piegas, porque acredito que as coisas não são dissociadas, ou seja, considero o Evangelho de Jesus como um roteiro de bem viver, que justamente deve ser aplicado em nossa vida diária e não colocado como uma utopia ou “a muleta do fraco” como dizem alguns. Interessante observar que não houve nenhuma menção à este trecho do texto. Me perguntei porque motivo seria? Será por concordarem ou discordarem, ou talvez medo de mexer com esse assunto? Quero esclarecer também que não acredito que a reforma do judiciário seja a única necessária, e sei que depende do legislativo, mas não dá para abraçar tudo e estou convencida que sem essa importante reforma dificilmente as outras terão efeitos justos, por esconder os vilões atrás da impunidade. Acredito que esta seria a mola propulsora para as demais, principalmente a política. Quanto à reeleição, sou contra primeiro e mais importante pelo uso indevido da máquina e também porque acredito que cada pessoa tem o seu próprio “estilo” que acaba sempre favorecendo um grupo em detrimento de outros, e isso é natural do ser humano e não uma crítica, além do que a renovação sempre areja e dinamiza as coisas. No caso do exercutivo, concordo que 4 anos é pouco e por isso nada contra aumentar para 5 anos, porém quanto aos cargos do legislativo um mandato só e mais nada, afinal essa é uma prestação de serviço público e não uma profissão como fazem muitos. Reforma do judiciário já!!! Fim da reeleição já!!!! Escrito por Escrito por Kátia às 21h27 [ ] [ envie esta mensagem ] |
||
![]() | ||