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Ninguém Merece Texto da semana Comentários sobre o debate do SBT Kátia Hidalgo Daia Cidadã Bertioguense 20/10/2006 Desanimador. Este foi o sentimento que restou em mim após assistir ao último debate no SBT. Ao contrário do anterior, neste o Lula se saiu melhor e a continuar dessa maneira vai ser muito difícil virar o jogo. Nessa “guerra de números” (conforme noticiado pela Folha) que foi o debate, acredito que o Lula sairá sempre melhor, porque ele sabe usar um vocabulário mais inteligível ao povão, ao contrário de Alkimin que usa termos mais específicos com os quais as pessoas não se identificam e assim dando sustentação ao discurso de que ele pertence às elites e para elas irá governar. Infelizmente, para a grande maioria, o importante é ainda garantir “o seu” não importando de que forma isso acontece. Conforme comentou minha amiga virtual Sonia “navega de braçadas nas pesquisas, convencido de que a bolsa-voto e a redução do preço do arroz apagam a consciência ética do povo brasileiro. Infelizmente apagam sim, com a conivência de muitos "intelectuais". Muitos falam que a oposição fica fazendo terrorismo com essa onde de denuncias e quer ganhar no grito etc e tal, mas o governo também faz isso, basta ver as propagandas eleitorais que estão saindo ao ar. Fazem com que o raciocínio seja mais ou menos assim: Bem, corruptos todos são, pelo menos vou garantir minha bolsa família, ou que não haja mais privatizações, ou outro programa de interesse específico daquele eleitor. É uma forma de terrorismo sim, ficar amedrontando a população com o fantasma da volta das privatizações. O problema está sempre na generalização das coisas. Acredito que o ruim não é a privatização em si, mas “o que” e o “como” privatizar. Isso é realmente um ponto fraco para o PSDB pelo histórico pregresso, mas também uma demonstração que somos fracos e/ou omissos ao permitir que tais irregularidades acontecessem. Diante disso é mais fácil deixar o que está (não trocar o certo(?) pelo duvidoso), pois sabemos que somos inoperantes para impedir. Sou funcionária pública e sei que o Estado é muito ineficiente para gerir por N motivos, mas o principal deles é a falta de compromisso com a coisa pública e com o dinheiro público, na ponta fica o servidor desmotivado, pois o sistema não se preocupa com a sua eficiência, não o motiva a crescer e pelo contrário premia os preguiçosos e puxas-sacos. Por isso a privatização pode ser uma solução, mas como o próprio Alkimin disse a diferença entre o veneno e o remédio é a dose, logo a coisa tem que ser muito bem feita e pensada. Setores básicos e estratégicos nunca deveriam ficar inteiramente nas mãos da iniciativa privada. No final das contas o que vale sempre é o bom senso. E isso é o que é difícil de encontrar. Vemos apelação de ambos os lados da campanha, das pessoas e até da imprensa, pois as manchetes após o debate da Bandeirantes davam como “empate” o que foi visivelmente um nocaute de Alkimin sobre um Lula tenso e inseguro. Procurei ser coerente com o que vi tanto naquele como neste debate e no comentário acima reconheci a inversão das coisas. Sinto pena não ver esse mesmo tipo de imparcialidade na grande imprensa. Um amigo me disse que a única coisa boa da reeleição do Lula seria para que ele colhesse no próximo mandato o que ele plantou neste. Concordo com ele, mas o duro disso é que todos nós iremos colher juntos. O povo já fez isso com o FHC e parece que não aprendeu. Espero que não tenhamos que passar por esta triste experiência novamente. Escrito por Escrito por Kátia às 18h06 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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