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Ninguém Merece Texto da Semana Olá pessoal! Mais um texto produzido pela inconformidade. Boa semana para todos. O PAÍS DO JEITINHO TEM JEITO? Kátia Hidalgo Daia Cidadã Bertioguense 17/08/2006 Uma das coisas que muito me incomoda neste país é a mania de punir quem é previdente ou cumpre a lei. Querem alguns exemplos? Lembram da época do apagão? Pois é, aqueles que já tinham uma consciência da importância de se economizar energia e adaptaram seus escritórios e residências para poupá-la foram penalizados com a determinação de redução imposta indistintamente para todos. O que reduzir depois de já ter reduzido? E aqueles que compram um imóvel e resolvem quitar o IPTU, muitas vezes fazendo uma dívida com uma financiadora, ou mesmo se desfazendo de alguns bens e depois se deparam com planos de isenção proposto pelas prefeituras para os maus pagadores? Tenho um amigo que é dono de uma pousada e é do tipo que gosta de tudo certinho. Vivia recebendo a visita de fiscais da prefeitura no seu estabelecimento e um dia resolveu perguntar porque eles não fiscalizavam as pousadas clandestinas da cidade? Para sua surpresa recebeu como resposta que era justamente por elas não estarem cadastradas, eles não sabiam onde encontra-las! Tudo isso são exemplos de ações que estimulam a população a não fazer ou deixar para depois, pois sempre penalizam o pioneirismo ou os cidadãos corretos, que gostam de cumprir as suas obrigações. Será que alguém, alguma vez, já pensou em premiá-los? De forma nenhuma, eles que se virem! Quem mandou ousarem ser diferentes dos demais? Quiseram ser pioneiros ou corretos, agora que paguem o preço de sua previdência ou honestidade! Este tipo de atitude tem que acabar. O país do jeitinho terá jeito se os governantes pensarem muito bem antes de propor ações como estas dos exemplos acima, pois elas sempre passam a mensagem de que vale a pena esperar pelo "jeitinho brasileiro", que vem facilitar a vida dos acomodados, maus pagadores ou desonestos. Sim, precisamos dar um jeito neste país! Chega de "jeitinhos"! Vamos procurar estimular a ética, a moral, a transparência, a honradez e o cumprimento às leis. Acabar com privilégios e injustiças. O voto é uma arma importante nessa luta. Bem utilizada ela pode servir para escolhermos pessoas comprometidas com estas causas. E depois disso, temos que fiscalizar se as ações propostas pelos nossos representantes estão de acordo com o prometido, e em caso negativo riscarmos eles de nossa lista e apostarmos em outro representante. É assim que exercemos a democracia. Não é fácil, nem rápido, mas será eficaz se nossa atitude for firme e constante. 1º de outubro está aí. Pensem muito bem antes de votar. Analisem as propostas e principalmente o passado dos candidatos. Eu ainda não sei em quem vou votar, mas já decidi uma coisa. Este ano vou apostar em pessoas novas, e o primeiro critério de minha escolha será: Nunca ter sido eleito para este cargo antes. Depois, é claro, vou analisar toda a sua história passada, seu currículo, suas propostas e só ai vou decidir. Só espero me orgulhar dos escolhidos. Mas isso só o futuro dirá! Escrito por Escrito por Kátia às 11h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Texto da semana Olá pessoal, Agradeço os incentivos que tenho recebido de todos. Muitos me disseram que não tem o hábito de lidar com blogs e não sabem como comentar. Para estes informo que ao final do texto existe um local onde está escrito "(0) Comente" ou "(2) Vários Comentários". Basta clicar em cima deste texto e abrirá uma caixa onde você poderá registrar o seu comentário, que como já falei antes, é muito importante para mim. Bom final de semana para todos. Unidos venceremos! Kátia Hidalgo Daia Cidadã Bertioguense 13/08/2006 Como já disse eu sou uma pessoa muita ativa e sempre participo de várias ações que envolvem cidadania e por diversas vezes ouvi comentários do tipo: “Logo, logo você vai ser prefeita ou vereadora”. Sempre respondo: “Não penso nisso. Para que eu me anime a entrar na política, ela tem que mudar muito antes”. E como tem que mudar! Ora veja, já começa pelo nome: “partido”. Como é que isso pode dar certo, se o próprio nome já prega a divisão? Eu proponho que chamemos “Unidos” a exemplo das escolas de samba que como sabemos conseguem superar inúmeros obstáculos e realizar a maior festa de rua do planeta. Parece uma simples questão de palavras, mas elas refletem a triste realidade da nossa política, onde encontramos um número enorme de partidos sem ideologia própria a não ser alugar a legenda, políticos trocando de legenda como se mudasse de roupa, ou mesmo fazendo coligações que nem Freud explicaria, pois com uma facilidade tremenda aliam-se legendas com filosofias antagônicas. Estão seguindo muito a cartilha de Maquiavel para o meu gosto, por isso digo que “Estou fora”. O que não significa dizer que não quero nem saber de política, pelo contrário, sou até bastante interessada no assunto, pois sei que política é muito mais abrangente do que simplesmente estar ligada à partidos políticos. Fazemos política diariamente em nosso cotidiano, mesmo sem percebermos. Ela é um instrumento importantíssimo para a vida em sociedade. Um dos seus significados que encontramos no dicionário é: “habilidade no relacionar-se com os outros tendo em vista a obtenção de resultados desejados”. E é exatamente isso que temos que fazer cotidianamente para sobrevivermos. E é por isso também que TODOS fazemos parte da política mesmo sem querer fazer. De uma forma simplificada podemos dizer que a sociedade é composta dos governantes (que elegemos) e dos governados (nós mesmos), logo estamos inseridos na política sim, mesmo a contra gosto. Se refletirmos um pouquinho mais chegaremos a conclusão que não vai adiantar nada fingir que não fazemos parte desse barco, e que esse tipo de raciocínio só é bom para os políticos, que acabam fazendo o que bem entendem com o poder que nós damos à eles. É novamente a estória de definir os papéis de patrão e empregado, que acabaram se invertendo neste contexto por omissão dos patrões. A sabedoria popular já avisa: “O boi só engorda com os olhos do dono”. Qualquer empresário, por menor que seja, sabe disso. É evidente que se não fiscalizarmos os empregados eles acabam, na melhor das hipóteses, relaxando em suas tarefas. Nesse momento me recordo de um episódio de “A diarista”, no qual havia uma família onde a empregada é que mandava na casa e ficava dormindo enquanto a patroa é que fazia todo o serviço. E é exatamente isso que estamos fazendo no Brasil. Contratamos nossos representantes e viramos as costas. Eles acabam legislando em causa própria e não estão nem um pouco preocupados em nos atender. Trabalham quando querem, enquanto cumprimos jornadas determinadas. Ganham ajuda de custo para tudo, enquanto mal custeamos nossa sobrevivência adquirindo o básico. Precisamos mudar isso pessoal! Exercermos o nosso papel. É nisso que acredito, por isso digo: Prefiro continuar sendo patroa, mas fiscalizando meus empregados! Se todos nós agirmos assim, Unidos venceremos!
Escrito por Escrito por Kátia às 19h32 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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